Tecnologia potiguar contra o câncer

Um projeto em desenvolvimento há sete anos na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) poderá auxiliar médicos dermatologistas na identificação de tumores na pele, muitos causados pela exposição excessiva ou desprotegida ao sol. Atualmente, esses especialistas fazem uso, principalmente, de imagens clínicas, dermatoscópicas e de videodermatoscopia para diagnosticar presença ou ausência de câncer no maior órgão do corpo humano. Ocorre que, eventualmente, algumas dúvidas surgem em virtude de visualizações distintas entre exames.


Heliana Bezerra Soares criou software capaz de reconhecer características de lesões de forma automática Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press
Com o objetivo de resolver esse problema, a pesquisadora Heliana Bezerra Soares criou um software capaz de extrair, de forma automática, características que possam facilitar o reconhecimento e a classificação de padrões presentes na imagem de lesões. Fruto de sua tese de doutorado em Engenharia Elétrica e Computação pela UFRN, concluída em 2008, o trabalho está focado, até o momento, em dois tipos de câncer de pele: melanoma - considerado o mais agressivo, apesar de não ser frequente - e não-melanoma, neoplasia mais comum que, se não tratada, pode evoluir para o tipo destrutivo.

"O software alerta ao médico para que ele examine mais detalhadamente padrões suspeitos detectados pelo sistema. Isso aperfeiçoa o diagnóstico e a consistência na interpretação da imagem, servindo até mesmo como uma segunda opinião", destacou a pesquisadora.

Parceria

Seu projeto está sendo executado em parceria com os laboratórios de Sistemas Inteligentes e Automação Hospitalar e Bioengenharia, tendo a orientação dos professores doutores Adrião Duarte, da UFRN, e Marco Antônio Garcia, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo.

"O câncer de pele é o mais comum de todos os tipos de câncer e o aumento da sua incidência deve-se, em parte, ao comportamento das pessoas em relação à exposição ao sol. Apesar das inúmeras campanhas alertando os riscos, na prática, o que vemos é o contrário", observou Heliane, ressaltando que, no Brasil, o tipo não-melanoma é o mais incidente na maioria das regiões. "Além de uma confirmação mais precisa, o software pode gerar um diagnóstico mais rápido, aumentando as chances de o câncer, se detectado, ser curado", acrescentou.

Fonte: DN

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