Fernando Mineiro faz eventos com presença de Lula em Natal

Lula participou de eventos com o candidato a Prefeitura de Natal Fernando Mineiro (Foto: Fernanda Zauli/ G1)

O candidato à Prefeitura de Natal pelo PT, Fernando Mineiro, realizou nesta quinta-feira (22) dois eventos com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: um almoço para arrecadar verba de campanha e um comício na praça de Mirassol . Em pronunciamento no almoço, Lula disse que "não há nenhum procurador do Ministério Público Federal, nenhum delegado da Polícia Federal ou mesmo o [juiz Sérgio] Moro não é mais honesto que eu. Pode até ser igual. Mais honesto, não". Do lado de fora do restaurante, que fica na Via Costeira, principal polo hoteleiro de Natal, houve confronto entre militantes de esquerda e de direita.

Lula chegou a Natal por volta das 12h40. Do aeroporto, o ex-presidente seguiu direto para o restaurante onde estavam cerca de 300 pessoas. Cada uma dessas pessoas pagou R$ 150, dinheiro que será revertido para a campanha de Mineiro.

Após o almoço, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, discursou primeiro. Falcão citou a prisão de ex-ministro Guido Mantega, ocorrida na manhã desta quinta. "Estamos vivendo no país uma situação ameaçadora. Estamos vivendo uma sucessão de golpes, não só no Brasil, passa pelos Estados Unidos, por grandes grupos internacionais, que resolveram, em escalada, primeiro depor a presidente da república. É o primeiro passo. O segundo passo é atingir o presidente Lula, para que ele não volte a governar o nosso país", disse.

Ainda no seu pronunciamento, Falcão continuou: "São sucessões de violências que estão sendo cometidas contra a democracia, contra os direitos dos trabalhadores. Hoje, prenderam o ex-ministro Guido Mantega, por causa de uma delação sem nenhuma prova quando estava no hospital Albert Einstein, acompanhando a cirurgia de câncer da mulher dele, em uma operação que chamamos de boca de urna".

Durante o almoço o ex-presidente Lula não falou sobre a prisão de Mantega, mas no comício que aconteceu em seguida na Praça de Mirassol ele criticou a ação da Justiça. "Não se incomodem tanto com o que falam, com as acusações, tudo isso eles terão que provar. Podem acusar, mas não façam o que fizeram com o Guido. Nem um nazista faria o que fizeram com ele. Prender um homem com residência fixa que acompanhava a cirurgia da mulher e três horas depois pedir desculpa e voltar atrás. Isso não se desculpa. Isso é autoritarismo, prepotência, arrogância", afirmou.

g1

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