Exemplo de união, dupla “Atletiba” rompeu com Globo, federação e até Primeira Liga

Atletiba

Atlético-PR e Coritiba se recusaram a vender os direitos de transmissão de seus jogos no Campeonato Paranaense para a RPC, afiliada da Rede Globo no Paraná, alegando que o dinheiro oferecido era muito baixo. Foi mais um passo da dupla de rivais contra o poder que se instalou no futebol nacional. Com todos os demais clubes vendendo seus direitos para a Globo, apenas os jogos das duas equipes ficavam fora do acordo. O confronto direto, porém, era a chance de fazer história.


Os clubes entenderam que não estavam sob nenhum contrato com a televisão, razão suficiente para liberar o sinal online, de graça, para quem quisesse assistir ao jogo pelo YouTube e pelo Facebook. A parte técnica da transmissão contou com o apoio dos canais Esporte Interativo, que cederam equipe de narração e reportagem para Atlético-PR e Coritiba.

Essa ligação remete a um outro capítulo dessa briga entre a dupla “Atletiba” contra a Globo. Os dois times toparam vender para o Esporte Interativo os seus direitos de transmissão em TV por assinatura do Brasileirão entre 2019 e 2024, um movimento que também contou com a participação de clubes como Palmeiras, Internacional e Santos. Daqui a dois anos, Atlético-PR e Coritiba não terão mais seus jogos exibidos no SporTV, braço esportivo da Globo na TV paga.

Mas não é só contra a Globo e as federações que a dupla resolveu comprar briga. Mesmo com a Primeira Liga, uma entidade criada supostamente para dar mais poder aos clubes e mais justiça no repasse de cotas televisivas, mas que não passou ainda de uma organizadora de um campeonato esvaziado e que vendeu seus direitos de TV justamente para a Globo, Atlético-PR e Coritiba tiveram fortes divergências e saíram do acordo, abandonando a competição já em 2017. A dupla não aceitou que clubes como Flamengo e Fluminense levassem vantagem na distribuição das verbas, mantendo a tradição histórica do futebol brasileiro.

Os próximos passos de todas essas brigas serão vistos na próxima semana, quando a Federação Paranaense deverá aos tribunais o que aconteceu no clássico cancelado deste domingo na Arena da Baixada. O TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) é ligado à FPF e isso pode resultar em alguma punição aos dois clubes, que ainda teriam que recorrer ao STJD no Rio.
 

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