Filho de padre foi gerado na antiga Casa da Oração em Ouro Branco-RN

 
Em 1804, o padre Francisco de Brito Guerra, mais conhecido como padre Guerra, posteriormente ficou conhecido como senador Guerra pois foi senador do Império, fez uma visita pastoral ao oratório do Espírito Santo (casa sede da fazenda Espírito Santo) para confessar alguns de seus fregueses como a jovem Joana Maria da Rocha, moça solteira, filha do português Antonio da Rocha Gama e de Izabel Maria de Jesus, moradores na Vila do Príncipe. Só que a confissão de Joana Maria foi um pouco demorada e nove meses depois ela teve um filho de nome Manoel Daniel Simões, filho do padre Guerra gerado no oratório do Espírito Santo. Abaixo, assentamento de batizado da Matriz da Gloriosa Santana, em Caicó, do menino Manoel feito pelo próprio padre Guerra, mas o padre que realizou o batizado foi o padre Manoel Teixeira da Fonseca, neto do capitão Domingos Alves dos Santos, dono da fazenda Lajes:
“Aos vinte e trez dias do mez de Abril de mil oito centos, e cinco na Fazenda do espírito Santo o Padre Manoel Teixeira da Fonsêca baptizou e poz os santos óleos com licença minha a Manoel, branco, nascido no mesmo dia, filho natural de Joanna Maria da Rocha, solteira, neto materno de Antonio da Rocha Gama, e de sua mulher Dona Izabel Maria natural e moradora a Mai do baptizado nesta Freguezia; forão padrinhos José de Souza Silva, e sua mulher Dona Florencia Maria da Rocha, moradores no sobredito lugar do Espírito Santo: de que para constar fiz este Assento, que assigno.

O Vigrº. Francisco de Brito Guerra”
Manoel Daniel Simões foi reconhecido em testamento do padre Guerra redigido pelo advogado Hibiapyna (posteriormente padre Hibiapyna), em Recife, como filho legítimo dele e, segundo o mesmo, foi “uma fraqueza humana”. Além de Manoel, o padre Guerra ainda teve mais cinco filhos com Joana Maria da Rocha, todos reconhecidos também no seu testamento.
Em 1812, Joana Maria da Rocha casou com o viúvo José da Silva Fernandes, da família Pimenta. Joana Maria da Rocha faleceu no ano de 1854.
O padrinho do menino Manoel Daniel Simões, José de Souza Silva (cunhado de Joana Maria da Rocha), era tio de Cirilo de Souza Silva.
José Fabrício de Lucena

Comentários