Plano da reforma político-eleitoral é manter os envolvidos da Lava Jato com foro privilegiado

Brasília - O presidente Michel Temer recebe no Palácio do Planalto, os presidentes Gilmar Mendes, do TSE, e Rodrigo Maia, da Câmara dos Deputados (Antonio Cruz/Agência Brasil) 

Estiveram reunidos na tarde de ontem (15), os presidentes da República, Michel Temer, do Senado, Eunício Oliveira, da Câmara, Rodrigo Maia, e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes. O objetivo da reunião era acelerar a reforma político-eleitoral. 

Envolvidos em corrupção os presidentes da República, do Senado  e da Câmara buscam uma reforma que possam ajuda-los a continuar no poder. Entre várias propostas, a mais defendida pelos acusados na Lava Jato é a tal da lista fechada. De acordo com a lista fechada, o eleitor votaria não no candidato, mas no partido. Apurada a proporção de votos de cada legenda, os deputados eleitos seriam determinados pela ordem em que aparecessem numa lista estabelecida pelas lideranças partidárias antes da votação.

Ao levantar o tema, o objetivo de Maia e Eunício era outro. Se os partidos determinarem os candidatos nas listas, retiram do eleitor a prerrogativa de escolher quem permanecerá no Congresso. Estaria aberta, portanto, a porta para manter o foro privilegiado de investigados e acusados da Lava Jato na eleição de 2018. Eles continuariam submetidos à proverbial "lentidão" dos tribunais superiores.



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