Iceberg gigantesco se separa da Antártica

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Estima-se que o bloco de gelo gigante seja capaz de cobrir uma área de cerca de 6.000 quilômetros quadrados, o que equivale ao tamanho de todo o Distrito Federal do Brasil.

Um satélite americano observou o bloco na quarta-feira (12 de julho), enquanto ele passava por uma região conhecida como a “plataforma de gelo Larsen C”.

Os cientistas já esperavam por isso. Eles vinham acompanhando o desenvolvimento de uma grande fenda no gelo de Larsen há mais de uma década.

A propagação da rachadura começou a se acelerar desde 2014, tornando um parto iminente cada vez mais provo.

O iceberg tabular, que tem mais de 200 metros de espessura, não se moverá muito longe nem muito rápido a curto prazo. Mas ele precisará ser monitorado. Correntes marítimas e o sopro dos ventos podem eventualmente empurrá-lo para o norte da Antártica, onde seu transporte poderia se tornar mais difícil e perigoso. 

Um sensor infravermelho no satélite Aqua, da Agência Espacial Americana, espionava a água limpa na fenda entre a parte solta e o iceberg na quarta-feira. A água é mais quente em relação ao gelo e ao ar circundante – ambos, porém, estão a uma temperatura abaixo de zero.

“A fenda foi pouco visível nesses dados nas últimas semanas, mas sua marca é tão evidente agora que deve ter se aberto de forma considerável ao longo de todo o seu comprimento”, explicou o Prof. Adrian Luckman, cujo projeto Midas, na Universidade de Swansea, seguiu de perto a evolução do iceberg.
O evento foi confirmado por outras naves espaciais, como o sistema de satélite-radar europeu da Sentinel-1. 

[BBC]

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