Governo estuda pacote de aumento de impostos para reforçar o caixa

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Uma notícia que mexe no bolso de todos os brasileiros: o governo está estudando o aumento das alíquotas do Imposto de Renda para reforçar o caixa.

As propostas estão sendo discutidas dentro da elaboração do orçamento do ano que vem. O desafio da equipe econômica é encontrar caminhos para aumentar a receita, já que a arrecadação cresce de forma tímida, o governo continua com custos altos e até agora não foi capaz de diminuir o rombo nas contas. Até junho, o déficit foi de R$ 56 bilhões.

Várias medidas estão voltando à mesa de discussão, entre elas, a criação de uma nova alíquota de Imposto de Renda para pessoa física, que poderia variar de 30% a 35% para salários acima de R$ 20 mil; a cobrança de imposto sobre os dividendos; a revisão de desonerações e de regimes especiais, como o Reintegra, que concentra os benefícios em um pequeno número de empresas.

O ministro Fazenda, Henrique Meirelles, foi questionado em São Paulo sobre o aumento do Imposto de Renda.  “Quando é tomada uma decisão, eu anuncio, não ficamos especulando, quem sabe, pode ser que sim, pode ser que não, estamos estudando. Tomada a decisão, a decisão será anunciada imediatamente, no momento não há nenhuma decisão”.

O presidente da Câmara disse que é contra aumento de impostos. Caberá ao Congresso a aprovação das medidas. “O Brasil não aguenta mais pagar impostos. O Brasil precisa que todos nós juntos, tenhamos a capacidade de 'reconstruir' todos os males que foram feitos nos últimos anos”, disse o deputado Rodrigo Maia  (DEM-RJ).

O orçamento de 2018 tem que ser entregue ao Congresso até o dia 31 de agosto. As sugestões para aumentar a arrecadação estão sendo avaliadas por técnicos da equipe econômica, mas ainda não foram apresentadas ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que vai fazer o filtro político, o que for viável para a aprovação. O governo também está às voltas com dificuldades para fechar o orçamento deste ano.

O rombo nas contas deve ser maior que os R$ 139 bilhões inicialmente previstos. Por causa disso, o ministro da Fazenda disse que em 60 dias avaliará a arrecadação e vai decidir se será necessário mudar a meta fiscal. O governo trabalha para evitar que medidas apresentadas para reforçar o caixa virem um fracasso. Caso do Refis - o programa criado para permitir o refinanciamento de dívidas de empresas e pessoas com a Receita Federal.

Uma comissão da Câmara aprovou mudanças no texto, que podem fazer com que a arrecadação prevista caia de R$ 13 bilhões para menos de R$ 500 milhões. O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, defende a proposta original, que ainda está valendo.

“Se prosperar o texto da comissão, é uma injustiça, é um desrespeito aos contribuintes que cumprem obrigação tributária, que são muitos no Brasil. Nós não podemos privilegiar e através inclusive de concorrência desleal, contribuinte que deixa de pegar e se financia pelo estado. Isso não é correto”, diz o secretário da Receita Federal.

G 1

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